sexta-feira, 11 de maio de 2007

Assim ó:

entreouvida na beirada da porta
caída na lateral do meio da calçada
deixada no fio da navalha cortante afiada
esquecida na gota de água que pinga, repinga
retirada de tudo que é canto
desse mundão

passada pelas horas
guardada pelo tempo
vivida pela gente
finita pela morte
eterna pelo amor
gigante pela esperança
pequena pela tristeza
quadrada pela mesmice

simples como ar
complexa como nós
intrigante como o passado
incerta como o futuro
linda como a rosa
traiçoeira como ela
indescritível como uma manhã de domingo com quem se ama
entediante como uma noite de domingo mesmo com quem se ama

injusta como ela só
bela como si mesma
livre de coisas maiores
sem medo de existir
entregue à própria sorte
e nas mãos de todos nós

indefinível e facilmente reconhecível
a vida é assim ó:

3 comentários:

Rafael disse...

Achei fantástico! Os dois últimos versos da terceiro estrofe são resumos de toda uma vida!

Nataliaa disse...

pode fla q vc screveu isso inspirado em mim vai .... hauhauahauh
brincadera ....
mto bom markaum!!! agora só falta c screve algum desses no azulejo da minha cozinha ^^
bjssss

Talita disse...

"simples como ar
complexa como nós"

mto bom!